Olá!
Para mim é muito mais fácil escrever a
ter que falar pessoalmente, uma certa timidez que às
vezes consigo disfarçar. Talvez seja até
por isso que em quase 100% das minhas composições
começo pela letra, mas, enfim, vamos falar de
mim.
Nasci em São Paulo capital, no ano de 1983, meus
pais escolheram o nome “Myrella”, será
que já era um presságio? Pois foneticamente
são três notas musicais: mi, ré,
lá; já soava musical, mas eles nem cogitaram
esse motivo. Posso dizer que sou uma típica brasileira,
aquela mistureba de nossa raça tão fascinante.
Minha mãe é paranaense com traços
típicos alemães e meu pai é um
pernambucano, cabra da peste, com traços indígenas.
Não tenho nenhum músico na família,
mas desde criança cantava em frente ao espelho
usando os sapatos altos de minha mãe, e uma escova
de cabelo redonda imitando o microfone. E se você
está pensando que eram músicas infantis,
está enganado. Eram músicas de Elis, Maria
Bethânia, Gilberto Gil, Caetano e Tom Jobim, enfim,
o que eu escutava em casa e no carro de meu pais nas
já aposentadas fitas K7 e discos de vinil.
Aos 9 anos passei a ter interesse por estudar instrumentos
musicais. Comecei a ter aulas de teclado, mas o que
me encantou mesmo foi o violão, onde aos 11 anos
passei a ter aulas. Meu pai foi na onda e às
vezes eu até ensinava acordes para ele. Para
ele era um hobby que logo largou, mas eu nunca mais
parei, fui fisgada! Com 15 anos compus minha primeira
música, uma bossa nova, com a temática
de uma adolescente cujo amor não era correspondido
“É preciso te conquistar”. Aos poucos
fui começando a ter aulas de canto também,
e aos 17 me embrenhei na noite paulistana cantando e
tocando meu violão.
Com essa mesma idade entrei na faculdade de publicidade,
mas a carreira musical ia ficando cada vez mais sólida
e a de publicitária cada vez mais distante, tanto
é que nem fui buscar meu diploma até hoje
(me formei em 2004). Com o final da faculdade resolvi
viajar pela Europa tendo morado três meses em
Barcelona, essa cidade encantadora que me influenciou
definitivamente, pela música e pela alimentação,
passei a comer mais peixe. Amadureci bastante com essa
experiência solitária. Quando voltei estava
com tudo, fiz cursos de harmonia, arranjo, mais aulas
de canto, violão, piano e até me arrisquei
na percussão.
Mas foi no final de 2009 e começo de 2010 que
conquistei a minha primeira grande realização
profissional, a gravação do meu primeiro
álbum, de forma independente, com 11 composições
próprias, entitulado “Tempoética”.
Um neologismo criado por mim com o intuito de dizer
três coisas numa só palavra: tem poesia,
tempo de ética e o próprio tempo em si.
Os temas abordados são distintos, amor, guerra,
política, o tempo; e quanto aos ritmos consegui
compilar neste cd boa parte das minhas influências.
Tem samba, bossa nova, pop, baião e até
uma composição em letra espanhola com
pegada flamenca – “Se Fue”. Você
pode escutar trechos destas canções aqui
no site.
Em outubro de 2010 consegui lançar meu disco
na rede de livrarias Saraiva, tendo boa resposta e aceitação
do público, meus discos também estão
à venda nas lojas da rede.
Por enquanto é isso, espero que goste, faça
seu cadastro, e aguarde as cenas dos próximos
capítulos.
Grande Beijo,
Myrella Nascimento